Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Para recordar:)



                              Este quadro foi pintado a pastel de óleo com os dedos, quando tinha 24 anos:)
                              Fez parte da segunda exposição de pintura com o tema mito.sonho.realidade na Casa da Botica na Póvoa de Lanhoso.
                               Desses quadros expostos ainda é dos poucos que me restam...quadros raros, únicos...e talvez nunca mais pinte....assim....

2 comentários:

Rogério Pereira disse...

"Nunca" é palavra pesada
e nunca deve ser usada

Um dia acordará com a disposição necessária...

Silvia Mota Lopes disse...

Olá Rogério
Eu não disse "nunca# disse "talvez nunca mais pinte"...NUNCA também é uma palavra que não confio....
Um abraço:)