Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Margarida

 
 Hoje fiz sete ilustrações ...já foi bom!!!!

3 comentários:

Lídia Borges disse...


Está tão... tão... liiiinda!

Sete!?... É demais.
E, sim. Acho que percebi agora o que me disseste sobre o ser mais difícil com a poesia.

Um obrigada imenso!

Silvia Mota Lopes disse...

algumas não são definitivas:) estou em experimentações:)
beijinho:)
sim é a primeira vez que ilustro poesia e é a segunda vez que ilustro uma história a minha Alícia no Bosque e a tua:)(NOSSA)
beijinho do coração...

Silvia Mota Lopes disse...

Uma história tem uma sequência mas cada poema é uma ilustração e tem que ser 100% estou a pintar e nem sempre fica como desejo...é mais rápido pintar e desenhar...em dois dias pintei 11 ilustrações e a história foram 12 ilustrações numa semana...mas apesar disso
os poemas dão muito mais que pensar..e fui desenhando e pintando os mais fáceis para mim...agora vêm os mais complicados:)mas vou lá...tenho que conseguir chegar ao ponto de equilíbrio, mas para isso é preciso errar.... beijinhos