Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

domingo, 16 de setembro de 2012

Um olhar... uma expressão...um afeto

 

3 comentários:

Rogério Pereira disse...

Um dia... ainda seremos todos crianças...

Silvia Mota Lopes disse...

Rogério eu ainda tenho uma GRANDE criança dentro de mim ...tenho 42 anos e não me sinto como tal:)

Silvia Mota Lopes disse...

Às vezes é preciso morrer por dentro para nascer de novo:)
às vezes é preciso sofrer para valorizar o que é realmente importante...é preciso sorrir mais vezes, mesmo quando a vida nos faz chorar...às vezes temos que agarrar um pedaço de terra, um pedaço de mar um pedaço de pão. É preciso dizer mais vezes que amamos, mas mais importante que dizer que amamos é amar em cada momento...
mais do que julgar e mal dizer...é saber escutar...um olhar, um sorriso é tão contagiante...ser bom ainda é algo em que acredito, ser solidário e humilde ainda é algo em que acredito...sempre fui assim e sempre serei e nunca vou desistir de o ser:)