Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


4 comentários:

Lídia Borges disse...


Obrigada pela partilha.

"Há sempre alguém para te salvar"

Que mais não seja, tu própria.

Beijinho

Silvia Mota Lopes disse...

:)

Rogério Pereira disse...

Tenho-o debaixo de olho
Sim!, a ele. Ao Tiago
Depois de o ouvir na Festa
Juro que não mais o largo

:))

Silvia Mota Lopes disse...

Ele é espetacular...adoro as músicas e letras das suas canções:)
É um poeta cantante:)
Beijinho grande