Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

domingo, 23 de setembro de 2012

Com esta música desejo a todos uma noite tranquila e uma boa semana:)


7 comentários:

Rogério Pereira disse...

Mesmo a boa música se afunda
Quando se ouvem ecos da rua

Silvia Mota Lopes disse...

Rogério aqui em Braga está tudo mais calmo, em Lisboa ainda ecoam as palavras de desespero aqui sofremos em silêncio. Em Lisboa faz-se o parto com o pai ausente, mas não quer dizer que este também não sente. Pelas tuas palavras a noite não está tranquila...desliga-te por um momento tenta estares presente em ti mesmo ao som desta música.
beijinho

Nilson Barcelli disse...

Gostei de ouvir, a letra é muito boa.
Obrigado pela partilha, não conhecia.
Sílvia, uma noite tranquila e uma boa semana também para ti.
Beijo.

Gaspar de Jesus disse...

Belíssima música.
Boa semana para si também minha amiga.
G.J.

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Nilson:)
Obrigada Gaspar:)
Um abraço

Silvia Mota Lopes disse...

hoje estive a escolher músicas para o outro blogue e apareceu-me esta maravilha que o Pedro Coimbra já me tinha falado. Tinha mesmo que a partilhar com vocês:)
Beijinhos

Silvia Mota Lopes disse...

Sinta e estar :)