Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Dia 29 de Setembro

No dia 29 de Setembro vai realizar-se um espetáculo  no auditório do Parque de Exposições em Braga
a Companhia da Música vai comemorar o dia internacional da música:)
O coro vai participar e uma surpresa vai acontecer:)
As letras foram escritas por mim e as músicas da autoria do Célio Peixoto:)

ALícia no Bosque cantada:)

um livro
uma história
uma tela
uma pintura
um sonho abalado


conhecem aquela Fábula de la Fontaine?


O Carvalho e o Junco?

pois eu sou como um Junco

DOBRO mas Não QUEBRO


11 comentários:

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Ainda que atrasado, espero tenha sido um sucesso Silvia!^
Boa semana!

Silvia Mota Lopes disse...

Rui o espetáculo é só no dia 29 de Setembro, quanto ao lançamento do livro foi cancelado,espero resolver as coisas o mais rápido possível:)Muitos lançamentos anulados
muita tristeza...mas como disse eu sou como o junco dobro mas não quebro.:)
obrigada beijinhos para as filhotas

Rogério Pereira disse...

Foi o texto politico
que lhe vi escrito
de todos
o mais bonito

O povo dobra, como essa erva
dobra, mas não quebra

Silvia Mota Lopes disse...

Um texto político-pessoal:)

Rogério Pereira disse...

Deixei lá o resultado
Daquilo que me tinha inspirado!

Silvia Mota Lopes disse...

Já vi estava no computador na altura e de repente vejo uma imagem familiar na leitura dos blogues...Obrigada. São aquelas pequenas coisas que temos nas mãos e se elas inspiram quem nos rodeia... melhor ainda. Sim sinto-me uma Maria da Fonte:) Não com uma arma na mão mas uma mão cheia de tudo:)

Silvia Mota Lopes disse...

E ainda bem que existem homens com uma fonte que não se esgota:)

Lídia Borges disse...


Bem! Faço questão de estar presente.
;)

Beijinho

Lídia

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Lídia por estares presente num dia muito especial!! :)
beijinho

xana morais disse...

Oi Silvia Acho que neste momento... somos todos como o junco, tantas contrariedades,dobramos mas não podemos quebrar faz parte da vida dar a volta por cima.
Obrigada por teres gostado da nova pintura,este é muito especial para mim...
Quem sabe um dia conto a história sobre ele,acredita que dava um livro...
Abraços

Silvia Mota Lopes disse...

Fico à espera...um dia...
tudo o fazemos tem uma explicação, muitas vezes inconsciente...tudo nos inspira: um gesto, uma palavra, um retrato, um momento, um olhar,uma experiência de vida. Quando criamos algo intensamente, com amor,dedicação e suor...só podemos criar grandes coisas:)
Beijinhos e muitas felicidades:)