Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

 
Acabei de desenhar este o último por hoje:)

2 comentários:

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Olá Silvia, maravilhosa sensibilidade nessas mãos!
Excelente desenho e combinação de cores!

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Rui:)
No dia 5 de maio pelas 17 horas na livraria centésima Página Braga "Pinto Palavras" A minha exposição de pintura e poesia.
o convite está nas mensagens antigas. Apareçam:)