Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

A tela está a ficar assim..mas ainda está longe de estar acabada:)

 
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2 comentários:

FA disse...

Está giro, tbm gostava da outra versão com estas cores, mas sei que o resultado será 100%, resta-me esperar ;)

Silvia Mota Lopes disse...

Olá! :)
esta é mais suave..não podemos esquecer que é para um bebé que vai nascer. Mas a outra estava engraçada:)
beijocas até amanhã