Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


Sou feliz
Porque estou viva
Sou feliz porque vejo sorrir os meus filhos
Sou feliz porque canto
Sou feliz porque não passo fome
Sou feliz porque tenho a pessoa que amo ao meu lado
Sou feliz porque faço o que gosto
Sou feliz porque sonho
Sou feliz porque faço os outros felizes
Sou feliz porque sinto
Sou feliz
Porque são as pequenas coisas da vida
Que me fazem ser grande


Sílvia Mota Lopes

2 comentários:

Amapola disse...

Boa noite, Silvia.

Belo texto.
Temos mesmo que agradecer.

Um grande abraço.
Maria Auxiliadora (Amapola)

(Estou lhe seguindo, mas lá no painel, a foto é outra).

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Amapola :)
Um grande abraço para ti também