Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A pintar a mesa que estava no lixo

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4 comentários:

Anónimo disse...

de facto, ao olhar os teus trabalhos, so posso dizer que és uma benção de deus!! estou rendida...
Amanha vou a Espanha, mas domingo conversamos....
e bons trabalhos!

Silvia Mota Lopes disse...

obrigada, ainda bem que gostaste :)

Joao disse...

Silvia
Não sou critico de arte. Nem preciso de o ser. O que sair das tuas mãos vai ficar para sempre como expressão do teu interior. E das nossas mãos esta mesa nunca sairá. Gozá-la-emos com os nossos filhos e os nossos amigos.

Silvia Mota Lopes disse...

olá João nem sei que dizer perante as vossas palavras tão sentidas! Estou a pintar e a visualizar o vosso cantinho em Espanha. Deve ser um sitio especial,lá brincam, sonham, crescem com os vossos filhos. Tinha que transformar aquelas peças em algo mesmo especial.
beijinhos para todos:)