Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Posso fazer-te um penteado?

 

3 comentários:

Rui Pires - Olhar d'Ouro disse...

Olá Silvia, lindo, muito lindo!
Dizer apenas que "ela" também precisa que lhe façam um penteado!!
Bom fim de semana!

Silvia Mota Lopes disse...

Bom fim de semana :)
beijinhos

Silvia Mota Lopes disse...

Conseguiste captar a mensagem:)