Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Workshop de Narrativa Visual com tratamento Digital



Orientador Richard Câmara
Do dia 30 de Julho a 5 de Agosto
horário laboral-pós-laboral e ao fim de semana

4 comentários:

Manuel Teixeira disse...

A pintura parece-me bem, continue a pintar. O blog está muito bonito.

Cumprimentos,
Manuel

Silvia Mota Lopes disse...

obrigada:)

Lídia Borges disse...

A escrita acompanha bem a parte gráfica.
A "viagem interior" é sempre um modo de crescimento e aprendizagem... Da arte, da vida.

L.B.

Silvia Mota Lopes disse...

Boa noite Lídia
viagens interiores são aquelas que eu faço:)
então com esta crise das outras é que nunca mais:)
Mas acredite que se me dessem a escolher entre umas e outras preferia as primeiras:)
Eu estive adormecida...paralisada durante uns anos e despertei de novo para a vida Lídia. A vida é como a fazemos e a sentimos nós somos os principais responsáveis por ela:)
beijinhos