Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

domingo, 23 de outubro de 2011

o mar e os pescadores

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2 comentários:

Anónimo disse...

gosto mais quando usa cores fortes e vibrantes. Os tons de castanho são tristes e pobres. Apenas uma opinião. Bom trabalho e futuros sucessos

Silvia Mota Lopes disse...

eu também gosto mais de cores quentes..de dar cor e sentido quando tudo nos parece preto e branco...mas esta tela, esta pintura é muito peculiar, pois é uma lembrança da minha infância,de uma canção que me marcou e se for ver mais a cima vai conseguir visualizar e de certeza entender a razão de ela estar aí.
obrigada!!!e pessoalmente nem gosto de pintar paisagens nem natureza morta, gosto de pintar o que me vai na alma, no coração...a natureza viva, a natureza que sinto e faço sentir...