Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

:)

 

Fiz um poema

            Não fala de ti

Nem da estrela

Que olha a sorrir lá do alto

                   Onde mora

Fiz um poema

                      Não fala de medo

Nem do pesadelo

                 Que à noite me acorda

Fiz um poema

                 Que fala de nós

Da felicidade

                             De não estarmos sós

Fiz um poema

              Que não chora

  Apenas sorri 

                Aqui e agora

Princesa Mariposa

 
 

Borboflor

 
 

Piu piu ui iupiu

 
 

Cocoro coco

 
 
 
 
 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012


escrito de fresco:)

 

Poema revestido de pétalas

Aromatizas as vidas solitárias

Essas que habitam em casas sem janelas

E portas vedadas

 Desbloqueias os desejos mais tenebrosos

Soltas a brisa da manhã

E a noite de quem por ti espera

Serás pássaro louco

Ou nascido há pouco

Que ainda não sabe voar

 Poema… em silêncio espero

Sentada na berma

De olhos fechados

Para me salvares

E se não vieres ao meu encontro

Resta-me o outro ombro…

 Para me reconfortar