Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O livro:)

 
 
 
 
 
 
 
 

4 comentários:

Ana Mota Lopes (prima) disse...

Obrigada por nos fazeres sonhar... a cada palavra; imagem;gesto; cheiro e sabor. Obrigada por nos fazeres acreditar na essência do ser humano e da vida. Obrigada por colorires e enriqueceres a nossa vida. É isso que a cultura e, em particular, a tua obra fazem em nós.
Sei que sou suspeita, mas, por certo, não serei a única a ter esta visão.
PARABÉNS! Continua... a fazer-nos acreditar que o MITO e o SONHO podem ser, afinal, uma REALIDADE.Beijinhos grandes para ti da prima Ana

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Prima pelas tuas palavras tão queridas:)
Beijinho

Ugne disse...

Muito parabéns cara Silvia!!!
Lindo!

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Ugne! beijinho:)