Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sábado, 29 de dezembro de 2012

:)

 
 

4 comentários:

Daniel Aladiah disse...

A vida é complicada, mas pode ser muito simples nos olhos duma criança ou num traço de cor numa tela... tudo são perspetivas.
Beijo
Daniel

Silvia Mota Lopes disse...

Beijo Daniel e um Feliz 2013!!! :)

Mercedes Ridocci disse...

No se por qué no me sale el traductor y no entiendo lo que dices, pero si sé que tus dibujos siguen teniendo la frescura de un alma sensible y buena.

Un abrazo

Mercedes.

Silvia Mota Lopes disse...

Não disse nada Mercedes o desenho é que se calhar diz muito mas cada um interpreta à sua maneira:)
beijinho