Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

domingo, 21 de outubro de 2012

Uma tela para oferecer à professora de ballet da Alícia

 

4 comentários:

O Profeta disse...

Sopram ventos de melancolia
Transparente é o cinza que a tua alma encerra

A minha pobreza é a falta de um par de asas
Encontrei um lugar de reinvenção das sombras
Pensei virar as costas ao tempo e ao deslumbramento
E aí houve estranhamente o amanhecer das minhas palavras

E passei para te deixar


Um mágico beijo

Nilson Barcelli disse...

E ela vai adorar.
Porque a tela é linda. Adorei.
Beijinhos.

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Nilson:)
beijinhos



Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Profeta aaa poeta!
Uma boa semana:)