Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

:)

A Alícia agora mesmo:)
-Mãe vou ver este filme, é tão romântico!!!!

2 comentários:

Marco Rocca disse...

Um texto existencialista com certeza. Onde o homem depara a imensidão do Universo e oscila entre a vida e os por quês da existência... Bravo!!!

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Marco:)