Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sábado, 21 de novembro de 2015





2 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Quando era menino
sonhei com desenhos assim

Não tenho a certeza
mas acho que sim

Sílvia Mota Lopes disse...



O Rogério é um castiço
escreve tudo a rimar
logo de manhã
há alegria no ar

Um beijo aqui fica
com grande amizade
da cidade de Braga
até à tua cidade