Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sábado, 10 de outubro de 2015


3 comentários:

Rogerio G. V. Pereira disse...

Tive de ir saber onde era o Mercado do Carandá
Não é perto
Se fosse estaria lá!

(por imperícia minha
perdi o rasto
a este espaço
- regresso
e desta já não o perco)

Sílvia Mota Lopes disse...

Olá Rogério

Quem sabe não vou a Lisboa fazer uma apresentação. :)

Abraço

Rogerio G. V. Pereira disse...

Lisboa?
Boa!