Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sábado, 12 de novembro de 2011

Afonso Duarte " os 7 poemas líricos"

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3 comentários:

Márcio Almeida Júnior disse...

Também há pintores que pintam com palavras. Seus textos são obras desse tipo.

Silvia Mota Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silvia Mota Lopes disse...

foram removidas sem querer!!!