Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Posted by PicasaA tela tem 1.40 x 60

2 comentários:

Flora disse...

A pintura tem merecido de várias pessoas que nos visitam um apreço especial, pelo estilo, pela cor e pela arte.
Parabens.

Silvia Mota Lopes disse...

Flora fico muito contente
por teres gostado e é bom saber que apreciam e dão valor ao meu trabalho, obrigada amiga!