Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

escrito agora :)


Trago a saudade nos meus braços
Piso as folhas lavadas da chuva
Olho e avisto um arco íris naquela longínqua negrura
A música fala alto por isso canto
         Não faço por pensar
mas…
Amargo é o pensamento que vem
O impotente gesto
das minhas mãos… inúteis mãos
mas…
é imensa a ternura que sinto
 Num tempo sem hora
 Num bafo de ar quente
 que se entranha sem perder prazo
 E por estranho que pareça
 Aqueço
 Porque o frio já cá não mora


2 comentários:

Antonio disse...

Nenhumas mãos são impotentes mas conseguem sempre transformar algo de tenebroso em algo mágico

Silvia Mota Lopes disse...

Não sei não António !!! venho do trabalho a pensar que sou mesmo impotente...ai se as minhas mãos fossem mágicas!!!!:)