Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

E Tu? escrito de fresco

 
Pinto o verão
na parede do meu quarto
o sol já está aqui à
espreita
sorri delira ri
pisca o olho
parece gente
os seus longos braços luminosos
abraçam tudo de uma vez
desejam desvendar um segredo
que a Lua deixou ao anoitecer

no recanto do quarto
há um beijo perdido
uma lágrima que seca
desenhando a sua forma no chão
escuto aquela melodia
que
só o silêncio traz
Solto um verso uma poesia
que um poeta deixou para trás
e tu ?
encontras pedaços de sombra
fazes a luz acontecer
nesta vida que é incerta
 

7 comentários:

Oz disse...

Hermoso post, te felicito por el gran trabajo que llevas adelante en el Blog.
Un gran saludo desde:
http://leyendas-de-oriente.blogspot.com/

Maria Emilia Moreira disse...

Olá!
E eu procuro encontrar poesia em tudo o que me rodeia.Nas coisas belas e nas outras que achamos tristes. Como tu também procuro escutar o silêncio, agarrá-lo em versos soltos e transmiti-los a quem passar...
Gostei do que li. Um abraço.
Maria Emília

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada:)
Um abraço aos dois:)

Armando Sena disse...

Pinceladas de alegria e esperança.
E o que é a poesia senão isso?
Beijos

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada:)
beijinho

Billingue Franco disse...

hermoso!

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada :)