Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sábado, 10 de novembro de 2012

Anda....

 
Anda a passo de caracol
O pensamento
Comove
Salta como um sapo para a palavra
Como move
Mergulha num lago de cor viva
Cora
tal e qual o Coração
Há quem o diga
 Há quem o sinta
Há quem o siga


Sílvia Mota Lopes
escrito de fresco:)
 

2 comentários:

Lídia Borges disse...


"Anda... Pintado de fresco"
Um coração à deriva
Há quem diga, há quem diga
Que o viu ancorado
no canto da cotovia.

Lídia

Silvia Mota Lopes disse...

Tenho aqui o teu certificado;)
beijinho ainda um dia vão seguir este coração:)