Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sábado, 27 de outubro de 2012

in acabado


Findou o livro poético
Mas…
                  a poesia não
Apenas descansam as palavras
Adormecidas cá dentro
Deixo-as sonhar…entretanto
                  no pensamento
                  amaduram
E quando despertarem
Vão voar
             Voar
Do mesmo jeito que o vento
Na brisa do entardecer
tocando de leve a quem passa
               e batendo forte
              a  quem não
                         quer ver


Sílvia Mota Lopes


2 comentários:

Armando Sena disse...

E é isso mesmo a poesia. Um grito de liberdade.
Beijos,
Armando

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Armando
Beijinho