Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Foto tirada um mês antes do seu falecimento...este poema é dedicado aos meus sogros

 

Vem de longe

O som do piano

Os dedos dançam

Delicadamente

Nas teclas de duas cores

Como por magia

Acatam a melodia

 Não soa a dia

Mas a noite fria

Uma triste melodia

Com sabor a lágrimas

 Com cheiro a saudade

Ao som do piano

 Se espera

 Um novo amanhecer

 Um novo acordar

Um canto

O som do mar

O bálsamo do campo

O rubor de amar

2 comentários:

Ángel-Isidro disse...

Hola Silvia, es un placer leer tu
entrada y saludarte nuevamente, ya
he visitado tu blog y agradezco tus
comentarios, a veces no da mucho tiempo, pues ando con otro libro
quiero publicarlo el proximo año.
Un beso grande
Ángel-Isidro.

http://elblogdeunpoeta.blogspot.com/

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada:)
bom sim de semana