Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

No outro dia olhava para uma árvore e o tronco parecia feito de mochos:)

 
 Uma árvore vestida de pássaros
em vez de folhas de cores diversas
poisadas nos ramos desta
sobre um tronco de mochos sábios
dormem as asas
acordam os sonhos
 silenciam os lábios








2 comentários:

Teresa disse...


Sabes que na minha sala de aula os meninos vestiram uma árvore de pássaros e fadas!As poucas folhas que lhe colocaram estão a cair...
Talvez possas vê-la um destes dias.
Embora a minha avaliação seja suspeita, atrevo-me a dizer que está quase tão magnífica quanto a tua!E que em ambas crescem sonhos a perder de vista!

Beijinho.

Silvia Mota Lopes disse...

Teresa tenho a certeza que essa árvore é muito mais encantadora e mágica do que esta...
beijinho grande querida amiga:)