Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

 

 

Fala-se do tempo

Fala-se devagar

Emergem as palavras

Procurando um lugar para morar

Fala-se…do ar em movimento

 Das ruas cobertas por mantas de folhas malhadas

Das mágoas, dos desejos em malas guardadas

Dos pássaros que partiram para sul

Faz tempo…

 Deixando vazios os beirais

Sim… partiram os pardais

Não mais se ouviu aquelas melodias

Que enchiam as avenidas

Agora os fios de água desenham o chão

E envolvem-se com a textura da terra

Formam um quadro de natureza viva

 Sobrepondo-se à morte de uma rua deserta

Ainda são amenos os dias

Mas as noites dada vez mais frias

E a paz do tempo

Amadura

Na alma do poeta

6 comentários:

Lídia Borges disse...


Uma amena nostalgia perpassa o poema e, em cada verso, pousa uma folha seca trazida pelo vento.



Beijo meu

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Lídia
beijinho grande:)

A.le* disse...

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Silvia Mota Lopes disse...

Não me importo de não participar. Boa sorte para vocês:)

Fernando Santos (Chana) disse...

"A poesia é a música da alma, e, sobretudo, de almas grandes e sentimentais."
(Voltaire)
Cumprimentos

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Fernando
tudo de bom:)