Da nebulosidade inicial, o Homem limpa os olhos, descobre o silêncio, caminha para o dia em direção à luz. O sagrado não se oculta, está em si, nele, no Homem, à procura da claridade que decorre por entre as mãos.
Do obscuro saber, o mito esmaga a exterioridade, leva o Homem à viagem interior, onde as cores revelam a presença do sagrado que se esmagam no encontro da sensibilidade, no ventre.
Da coisificação absurda, rodeante, o Homem projeta no universo, na tela, a desordem onírica, que espera, necessita, do olho, da água, da lágrima que dá ordem, sentido.
Na inquietude individual, o artista, o pintor, olha o mito, agarra a cabeça, mergulha nas cores, limpa os olhos, desvela a vida.
A Vida...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Só tu escrito de fresco:)



Sinto aquele abraço apertado
sufocando-me de amor
Aquele sorriso perfeito
no momento de o ser
Do olhar cheio de brilho que cega
a palavra para não ver
Aquele íntimo sereno
da certeza de seres
para mim o amor mais lindo
de alguém que o quis viver


Sílvia Mota Lopes


2 comentários:

VINO MORAIS - ARTISTA PLASTICO disse...

GOSTEI ...BELA EXPRESSÃO DE SENTIMENTOS...BEIJOS + BEIJOS...

Silvia Mota Lopes disse...

Obrigada Vino :)
Beijinhos